O realizador de Mad Max: Estrada da Fúria está fatigado. A promoção de um blockbuster destes não é para meninos. George Miller, entre Los Angeles, Nova Iorque e Cannes, nem respira. Mas por detrás desse cansaço está um sorriso de vitória. O homem que fez Um Porquinho Chamado Babe e já venceu um Óscar pela animação Happy Feet sobe hoje a escadaria vermelha no Festival de Cannes acompanhado por Charlize Theron e Tom Hardy. Cannes vai ser varrida por um furacão de poeira e sangue num futuro de metal e chamas..Primeiro foram as reações ao trailer, agora as primeiras críticas internacionais. Pode-se falar em euforia em relação ao filme. Estava à espera deste entusiasmo pela saga, décadas depois?.O pessoal que fez o trailer ainda sem o filme estar finalizado reconheceu, topou algo... O trailer estava tão bom que depois até eu me senti pressionado para acabar o filme à altura... Esta obra foi tão complicada de fazer, usámos mesmo carros verdadeiros e foi rodado em continuidade... Tínhamos tantas imagens... Agora, levantaram o embargo à imprensa e começaram-me a dizer em Nova Iorque que todos os críticos amam o filme... Estou tão cansado, dou tantas entrevistas que não consegui ler nada. Teve de ser um jornalista em Nova Iorque a dar-me o toque... Mas sabe tão bem... É bom ter esta resposta....Como chegou àquelas coreografias de cenas de ação tão criativas?.Sabe, sempre fui um apaixonado do cinema de ação... Por outro lado, amo os filmes do Buster Keaton e Harold Lloyd. Para mim, trata-se de linguagem visual com música... Gosto de misturar tudo isso. E adorei trabalhar com a Margaret Sixel na montagem, que nunca tinha "cortado" um filme de ação - era isso que eu queria mesmo! Lembro-me de ela se virar para mim e perguntar-me: porquê eu?! Queria fazer um verdadeiro filme de ação..Leia mais pormenores na edição impressa ou no e-paper do DN